Ao invés de hotéis convencionais e relações intermediadas por dinheiro, redes propõem hospedagem rural gratuita, em troca de trabalho e com vasto intercâmbio cultural
Por Taís González
Em poucas atividades humanas, a mercantilização é tão empobrecedora quanto no turismo convencional. A experiência cultural e o prazer que poderiam desenvolver-se a partir do contato com outras geografias, etnias, idiomas, formas de estar e ver o mundo é esterilizada pela intermediação onipresente do dinheiro. Hotéis quase sempre padronizados procuram reproduzir a atmosfera de conforto burocrático a que o visitante está acostumado em sua cidade de origem. Tours levam sempre aos mesmos “cartões postais”. O diálogo com a população local limita-se à compra e venda de objetos. As consequências ambientais da criação de infra-estruturas turísticas são frequentemente dramáticas.