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Friday, February 28, 2014

As empresas contra a sociedade civil

Dossiê revela: para neutralizar ativismo, grandes corporações contratam militares, espionam e sabotam grupos que lutam por direitos humanos e meio-ambiente
Em março de 2013, quando ativistas brasileiros desmascararam um funcionário da Vale que se infiltrara em um encontro de mobilização, para espionar e registrar imagens, alguns pensaram tratar-se de ato raro, praticado por iniciantes atabalhoados. Acaba de sair nos Estados Unidos um relatório que revela, com riqueza de dados, o contrário. Nos últimos anos, vigiar, ameaçar e trapacear os movimentos sociais tornou-se prática comum entre as grandes empresas transnacionais. Elas passaram a adotar táticas idênticas às de agências como a CIA e a NSA – mas talvez provoquem ainda mais danos, pois têm um número muito maior de alvos. Perseguem ativistas ligados a um amplo leque de causas: entre outras, o ambientalismo, a oposição às guerras, defesa dos serviços públicos, segurança alimentar, agroecologia, reforma urbana e direitos dos animais. Entre as envolvidas, são citadas nominalmente Walmart, Bank of America, McDonalds, Monsanto, Shell, Chevron, Burger King, Kraft, Dow Química e Câmera Americana do Comércio.

Wednesday, August 21, 2013

Novo ranking de sustentabilidade leva em conta dados ambientais, sociais e de governança

Brasil ocupa posição 45 em ranking de sustentabilidade com 59 nações. Suécia é a primeira colocada.

Por Taís González

A ONU define sustentabilidade como “o que atende as necessidades das gerações atuais sem comprometer a capacidade das gerações futuras de atenderem a suas necessidades e aspirações”. Para Leonardo Boff, sustentabilidade "é toda ação destinada a manter as condições energéticas, informaconais, físico-químicas que sustentam todos os seres, especialmente a Terra viva, a comunidade de vida e a vida humana, visando a sua continuidade e ainda a atender as necessidades da geração presente e das futuras de tal forma que o capital natural seja mantido e enriquecido em sua capacidade de regeneração, reprodução, e coevolução". O grupo suíço de investimentos RobecoSAM caminha neste sentido de amplitude, e em seu mais recente ranking de sustentabilidade orienta investidores onde aplicar seus recursos a partir de critérios relevantes.

Sunday, July 28, 2013

Crescimento desordenado não é crescimento. É desordem.


Taís González

Cabe aqui dizer que desordem, neste caso, significa: desarmonia, falta de equilíbrio, desigualdade. O progresso do lado sul do Planeta está transformando o mundo deste século. Nações em desenvolvimento estão agora impulsionando o crescimento do Globo, tirando milhões de pessoas da pobreza e colocando bilhões em uma nova classe média global, de acordo com o Relatório de Desenvolvimento Humano 2013, do Programa de Desenvolvimento da ONU (Pnud).

De fato, o processo de globalização gerou um mundo com um nível de riqueza sem precedentes. A democracia, parece ainda ser o único sistema político aceitável, o acesso à informação e a difusão da mesma está circulando cada vez mais livremente e chegando cada vez mais longe. Entretanto, fome, doenças endêmicas, miséria, pobreza extrema continuam a assombrar a wonderful world.

“Por certo, as desigualdades graves não são socialmente atrativas, e as desigualdades importantes podem ser, diriam alguns, flagrantemente bárbaras.

Tuesday, August 23, 2011

Uma luta invisível


Sol, mar, praia, montanhas, rios, cachoieras... Um lindo cenário, ainda mais sendo no Caribe. Saint Vincent and the Grenadines não perde para as outras ilhas desta região. Porém, quem vê de longe, e às vezes, de perto, pode não perceber os sérios problemas ambientais do país. O uso abusivo dos agrotóxicos utilizados nas plantações e os venenos utilizados para exterminar ervas-daninhas vem, constantemente, poluindo o solo e a água. O lixo das cidades vão parar direto nos mares: Caribe e Atlântico. Além do risco de desertificação em algumas áreas e as consequências das mudanças climáticas, grave nesta região.

Saturday, April 16, 2011

Bolìvia dà exemplo ao mundo


“Um dia a terra vai adoecer. Os pássaros cairão do céu, os mares vão escurecer e os peixes aparecerão mortos nas correntezas dos rios. Quando esse dia chegar, os índios perderão o seu espírito. Mas vão recuperá-lo para ensinar ao homem branco a reverência pela sagrada terra. Aí, então, todas as raças vão se unir sob o símbolo do arco-íris para terminar com a destruição. Será o tempo dos Guerreiros do Arco-Íris.” A antiga previsão feita por uma velha índia cree, chamada Olhos de Fogo, sobre o futuro do planeta està, enfim, acontecendo:

Primeiro presidente indígena do Planeta, Evo Morales, està prestes a aprovar uma lei dando à natureza direitos iguai aos dos homens. A “Lei da Mãe Terra”, conta com apoio de políticos e grupos sociais e é uma redefinição de direitos. Ela qualifica os ricos depósitos minerais do país como "bençãos", com isso, espera-se que promova uma mudança importante na conservação e em medidas sociais para a redução da poluição e controle da indústria.

De acordo com a Agência Envolverde, na Conferência do Clima de Cancun (COP 16), a Bolívia destoou da maioria quando declarou que todo o processo era uma farsa, e que países em desenvolvimento não apenas estavam carregando a cruz da mudança climàtica.

A Lei da Mãe Terra consiste em estabelcer 11 direitos para a natureza, incluindo o direito à vida, o direito da continuação de ciclos e processos vitais livres de alteração humana, o direito a água e ar limpos, o direito ao equilíbrio, e o direito de não ter estruturas celulares modificadas ou alteradas geneticamente. A lei assegurarà o direito de o país "não ser afetado por megaestruturas e projetos de desenvolvimento que afetem o equilíbrio de ecossistemas e as comunidades locais".

Conforme informaçöes da Planeta Sustentàvel: “o vice-presidente Alvaro García Linera. "ela estabelece uma nova relação entre homem e natureza. A harmonia que tem de ser preservada como garantia de sua regeneração. A terra é a mãe de todos". O presidente Evo Morales é o primeiro indígena americano a ocupar tal cargo, e tem sido um crítico veemente de países industrializados que não estão dispostos a manter o aquecimento da temperatura em um grau. É compreensível, já que o grau de aquecimento, que poderia chegar de 3.5 a 4 graus centígrados, dadas tendências atuais, significaria a desertifição de grande parte da Bolívia.
Esta mudança significa a ressurgência da visão de um mundo indígena andino, que coloca a deusa da Terra e do ambiente, Pachamama, no centro de toda a vida. Esta visão considera iguais os direitos humanos e de todas as outras entidades. A Bolivia sofre há tempos sérios problema ambientais com a mineração de alumínio, prata, ouro e outras matérias primas.

O ministro do exterior David Choquehuanca disse que o respeito tradicional dos índios por Pachamama é vital para impedir a mudança do clima. "Nossos antepassados nos ensinaram que pertencemos a uma grande família de plantas e animais. Nós, povos indígenas, podemos com nossos valores contribuir com a solução das crises energética, climática e alimentar". Segundo a filosofia indígena, Pachamama é "sagrada, fértil e a fonte da vida que alimenta e cuida de todos os seres viventes em seu ventre."”


Informaçöes: Planeta Sustentàvel



Ps.: Muito orgulhosa por ser um paìs Latino Americano o primeiro respeitar e reconhecer Pachamama por lei!!! Que o Brasil siga o exemplo!!!